Os 10 Colecionáveis Mais Irritantes da História dos Games (E Por Que Você Deveria Desistir Deles)

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Penas, garrafas térmicas, pombos radioativos. Se você já tentou platinar um jogo, conhece a dor. Desenvolvedores adoram espalhar lixo digital pelo mapa para inflar o tempo de jogo, e nós, obcecados por completar 100%, caímos na armadilha toda vez. Às vezes o jogo é uma obra-prima, mas o conteúdo opcional parece ter sido desenhado por alguém que odeia diversão.

A recompensa raramente compensa o sofrimento. Você gasta horas vasculhando cantos escuros de um mapa gigante só para ganhar um troféu digital que ninguém além de você se importa. Chega de romantizar o tédio. Aqui estão os 10 colecionáveis mais insuportáveis que já tivemos o desprazer de caçar, ranqueados pelo nível de frustração.

10. Penas (Assassin’s Creed 2)

Petruccio Auditore, o irmão caçula do Ezio com aquele corte de cabelo questionável, morre cedo no jogo. Ele adorava penas. Então, para honrar a memória do garoto e ajudar a mãe a superar o luto, Ezio decide coletar 100 penas espalhadas pela Itália. A premissa narrativa até funciona. A mecânica não.

Quem, em sã consciência, interrompe uma vingança sangrenta contra os Templários para subir num telhado e pegar uma pena? O pior é que o mapa não mostra a localização delas. Você precisa varrer cada cidade no olho. E a recompensa? A Capa Auditore. Um item cosmético que deixa todos os guardas da cidade hostis instantaneamente. É isso mesmo. Seu prêmio por horas de trabalho é um alvo nas costas.

9. Garrafas Térmicas (Alan Wake)

Se você jogar Alan Wake, prepare-se para ignorar a história tensa para procurar café. Existem 100 garrafas térmicas espalhadas por Bright Falls. Alan é escritor, então o clichê do café faz sentido, certo? Errado.

Esses itens não servem para nada. Absolutamente nada. Eles não recuperam vida, não dão munição e não liberam conteúdo extra. São apenas objetos azuis brilhantes num mundo escuro. Você desvia de possuídos e sombras assassinas para pegar uma garrafa que o Alan nem sequer abre. É entulho poligonal. O jogo é excelente, mas quem teve essa ideia merece um café frio.

8. Rolos de Filme Dourados (L.A. Noire)

A Rockstar e a Team Bondi esconderam 50 rolos de filme dourados na Los Angeles virtual. Cada um traz o nome de um clássico do cinema dos anos 40 ou 50. Parece legal no papel. Na prática, é um inferno de agulha no palheiro.

O mapa é imenso. Os rolos são pequenos. E eles ficam em lugares que você nunca visitaria durante as investigações normais. Sem um guia aberto no celular, encontrar todos é estatisticamente improvável. A menos que você goste de dirigir sem rumo olhando para o chão, pule essa tarefa.

7. Bananas (Donkey Kong 64)

A Rareware perdeu a mão aqui. Donkey Kong 64 não é apenas um jogo de plataforma; é um simulador de coleta compulsiva. Existem 800 bananas. Oitocentas. E elas são codificadas por cor.

Apenas o Kong específico pode pegar a banana da sua cor. Viu uma banana amarela mas está com o Diddy Kong? Azar o seu. Você precisa encontrar um barril de troca, virar o Donkey Kong e voltar tudo de novo. O “backtracking” aqui é ofensivo. A sensação de passar por um item e não poder pegá-lo cria uma ansiedade constante. É trabalho, não lazer.

6. Baús Nômades (Assassin’s Creed Unity)

Unity teve um lançamento desastroso, cheio de bugs e rostos derretendo. Mas o maior crime foi o design dos colecionáveis. O mapa de Paris era poluído com ícones, e os piores eram os Baús Azuis e Dourados.

Para abri-los, você precisava jogar um aplicativo no celular ou acessar um site externo (Initiates). O jogo forçava você a parar de jogar no console para brincar num app malfeito se quisesse abrir o baú que estava na sua frente. Felizmente, a Ubisoft removeu essa exigência depois de muita reclamação, mas quem jogou no lançamento ainda tem pesadelos com a “conectividade” forçada.

5. Ponchos (Star Wars Jedi: Fallen Order)

Cal Kestis é um Jedi fugitivo, mas sua verdadeira paixão parece ser a moda têxtil questionável. O jogo adora esconder baús em locais de difícil acesso. Você resolve um quebra-cabeça complexo, derrota um monstro alienígena, abre a caixa com expectativa e… ganha um poncho.

E quase sempre é um poncho feio. Marrom terra, bege deserto, verde musgo. As opções de personalização são fracas, mas o jogo insiste em tratar cada pedaço de pano como um tesouro sagrado. Arriscar o pescoço por uma skin que você nunca vai usar é a definição de anticlímax.

4. Troféus do Charada (Batman: Arkham Knight)

A série Arkham sempre teve esses troféus, mas Arkham Knight perdeu a noção do ridículo. São 243 troféus espalhados por Gotham. Muitos exigem o uso do Batmóvel, reflexos ninja ou a resolução de enigmas irritantes.

O problema real é a chantagem narrativa. O jogo tranca o “final verdadeiro” atrás desses colecionáveis. Você quer ver como a história do Batman realmente acaba? Então resolva as 243 charadas do Nygma. Ou faça o que qualquer pessoa sensata faz: abra o YouTube e assista ao final em dois minutos. O Batman tem mais o que fazer.

3. Ratos Voadores (Grand Theft Auto IV)

Liberty City tem um problema de pragas. São 200 pombos, carinhosamente chamados de “Ratos Voadores”. A missão é simples: encontrar e aniquilar. O problema é a reação do mundo ao seu redor.

Sempre que você dispara uma arma para matar um pombo num local público (o que acontece quase sempre), a polícia aparece. Você ganha um nível de procurado por matar um pássaro. A caçada vira uma fuga policial repetitiva duzentas vezes seguidas. Niko Bellic é um criminoso de guerra, mas a polícia de Liberty City traça a linha na crueldade animal.

2. Pombos (Marvel’s Spider-Man)

Mais pombos. A Insomniac criou uma Nova York fantástica e decidiu que a melhor forma de aproveitar a teia era perseguir pássaros para um sem-teto. Howard perdeu seus pombos. O Homem-Aranha, o herói que deveria estar salvando a cidade do Rei do Crime, tira um tempo para caçar 12 aves fujonas.

A mecânica de perseguição é chata e a premissa é boba. É o tipo de tarefa que quebra a imersão. Você é um super-herói ou um funcionário do controle de zoonoses? Pelo menos são poucos, mas a vergonha alheia dura para sempre.

1. Notas Musicais (Banjo-Kazooie)

O campeão indiscutível da frustração. No clássico do N64, você precisa de notas musicais para abrir portas e progredir. Até aí, tudo bem. O problema está na punição.

Se você morrer ou sair da fase, o contador de notas reseta. Todas elas reaparecem. Se uma fase tem 100 notas e você morre depois de pegar 98, você volta para o zero. Isso exige uma execução perfeita em fases de plataforma 3D traiçoeiras. A versão do Xbox consertou isso salvando o progresso, mas quem jogou no cartucho original conhece o verdadeiro significado de desespero. É punitivo, cruel e faz você questionar suas escolhas de vida.


Vá lá fora. Respire ar puro. Deixe aquele troféu digital para lá. Sua sanidade vale mais do que uma platina.

FONTES:TheGamer
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